Oswald de
Andrade já dizia
ser assim
a poesia
a
descoberta das coisas que ele nunca viu
Peço
licença ao tão respeitado poeta
Talvez o mundo lhe tenha sido vil
Pois mesmo
com curta vida
Me permiti sentir aquilo
Que
apenas nos livros achei que existia
Que faceiro
este coração
Após
apenas um beijo
Se
permitiu ser raptado
Pelo estranho
ao lado
Talvez a
próxima estrofe soe brega
E essa
aspirante a poeta
Venha
estragar a rima para colocar a velha história da falta de ar
E de chão
Com o
beijo seu que a faz levitar
A perdoe,
pois, por estas linhas tortas
Que tentam
retratar uma [breve] história
Onde não
faltou luar
banho de chuva
e pranto
Que sempre
lembrarei com encanto
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