quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

No Balanço

Oswald de Andrade já dizia
ser assim a poesia
a descoberta das coisas que ele nunca viu

Peço licença ao tão respeitado poeta
      Talvez o mundo lhe tenha sido vil

Pois mesmo com curta vida
Me permiti sentir aquilo 
Que apenas nos livros achei que existia

Que faceiro este coração
Após apenas um beijo
Se permitiu ser raptado
Pelo estranho ao lado

Talvez a próxima estrofe soe brega
E essa aspirante a poeta
Venha estragar a rima para colocar a velha história da falta de ar
     E de chão
         Com o beijo seu que a faz levitar

A perdoe, pois, por estas linhas tortas
Que tentam retratar uma [breve] história
Onde não faltou luar
        banho de chuva
             e pranto

Que sempre lembrarei com encanto 

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