Era como um tampão
Toda aquela água
Envasada
Tanta energia gerada
Desperdiçada
Pelos anos de reclusão
Fechada
Um belo dia, o tampão abriu
O que a tirou da inércia?
Simplesmente, decidiu
Não ser mais domada
Aquela água, tão controlada
Bastou coragem de puxar a corda
E toda aquela água presa e domada
Vazou
Ralo abaixo, jorrou
Liberta
Sem pressa de descobrir
Onde aquele caminho havia de ir
Uma vez liberta
A água achou o mundo vil
E nenhum formato jamais a definiu
E assim, virou
Tormenta
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