quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Tormenta

Era como um tampão
Toda aquela água
Envasada

Tanta energia gerada
Desperdiçada
Pelos anos de reclusão
Fechada

Um belo dia, o tampão abriu
O que a tirou da inércia?
Simplesmente, decidiu 
Não ser mais domada
Aquela água, tão controlada

Bastou coragem de puxar a corda 
E toda aquela água presa e domada
Vazou

Ralo abaixo, jorrou
Liberta
Sem pressa de descobrir 
Onde aquele caminho havia de ir

Uma vez liberta
A água achou o mundo vil
E nenhum formato jamais a definiu

E assim, virou

Tormenta

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